As atividades
Pro Bono e de responsabilidade social sempre foram valorizadas pelo escritório
Siqueira Castro. E uma das demonstrações mais fortes do interesse da
organização em contribuir para o bem comum foi a criação do Instituto Maria
Clara, que integrou as duas áreas e hoje é responsável pela coordenação de
projetos espalhados pelas 18 cidades onde o escritório está presente.
"Há uma década, as decisões nessas áreas mostravam-se individualizadas por sócios e advogados. Com o Instituto, as iniciativas foram estruturadas com o objetivo de engajar mais pessoas e toda a comunidade”, lembra Gustavo Gonçalves Gomes, coordenador do projeto Pro Bono e Responsabilidade Social do escritório.
Atualmente, a organização presta serviços jurídicos gratuitos para cerca de 70 instituições, entre as quais a Fundação Gol de Letra e o Graacc (Centro de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer), de São Paulo. Nos últimos três anos, o Siqueira Castro dedicou 80 horas mensais a todas as instituições parceiras, gerando uma economia de R$ 1,87 milhão.
Com a premissa de que o atendimento na área Pro Bono deve ser prestado com a mesma dedicação e qualidade daquele conferido aos clientes tradicionais, o escritório decidiu multiplicar as iniciativas com o projeto "Pro Bono para quem quer Pro Bono”, o segundo colocado do Prêmio Lumen 2019, na categoria Responsabilidade Social/Pro Bono.
Efeito multiplicador
O projeto consiste na realização de eventos, workshops e treinamentos com o objetivo de compartilhar a metodologia do escritório, já consolidada no mundo jurídico, na implementação de políticas efetivas e programas de responsabilidade social e advocacia Pro Bono. Os públicos alvos são escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de empresas.
"Como já possuímos uma rede forte de instituições atendidas, entendemos que o escritório pode dar uma colaboração muito maior com a disseminação da iniciativa e do conceito para o mercado jurídico”, explica o advogado.
Desde o ano passado, quando o projeto começou a tomar forma, cerca de 20 empresas e escritórios de advocacia contataram o Siqueira Castro para manifestar o interesse de receber informações sobre como estruturar planos Pro Bono e tornaram-se parceiras da banca.
"O primeiro passo no processo de elaboração de um programa Pro Bono é conscientizar advogados de que temos uma função social que precisa ser atendida com a prática da advocacia. O conceito de entrega e devolução à sociedade daquilo que construímos precisa ser uma prioridade dentro das instituições”, afirma.
Participação dos sócios
As práticas de responsabilidade social e advocacia Pro Bono no Siqueira Castro são coordenadas por um comitê composto por 20 pessoas, que se reúnem religiosamente uma vez por mês para definir a pauta, as iniciativas e a entrada de novos clientes. De acordo com o coordenador da área, a participação ativa dos sócios é condição essencial para o sucesso dos projetos.
"Os sócios das organizações precisam acreditar e incentivar a prática entre os advogados. Precisam dar a exemplo para que toda a comunidade se sinta confortável em segui-lo”, conclui.
Sobre a premiação
O Prêmio Lumen é uma iniciativa do Sinsa e do Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados) com o objetivo de motivar e disseminar o bem social a partir do reconhecimento de iniciativas de comprovada eficácia realizadas por sociedades de advogados e que possam ser replicadas por outras organizações.
As inscrições para a premiação são abertas anualmente, sempre no início do segundo semestre. Se sua sociedade estiver envolvida com algum projeto que se enquadre nas categorias: "Boas práticas de gestão” e "Iniciativas de responsabilidade social e Pro Bono”, confira mais informações no site www.premiolumen.com.br e acompanhe os sites do Sinsa e do Cesa para manter-se informado sobre a edição de Prêmio Lumen 2020.
*Na imagem, Gustavo Gonçalves Gomes (3º da esquerda para a direita), coordenador da área de Pro Bono e Responsabilidade Social do Siqueira Castro, recebe o Prêmio Lumen
Produção e edição: Moraes Mahlmeister Comunicação