O presidente do SINSA, Antonio Carlos Aguiar, articula o conceito de "Attensity" — prestar atenção à própria atenção — com a complexidade das greves contemporâneas, partindo de um caso real na Alemanha para repensar o direito de greve no Brasil.

Prestar atenção à própria atenção.
É esse o convite que o pesquisador Peter Schmidt faz no seu manifesto "Attensity" — e é também o ponto de partida de um artigo que me parece indispensável para quem pensa o direito do trabalho hoje.
 
O presidente do SINSA, Antonio Carlos Aguiar, acaba de publicar na ConJur um texto que conecta esse conceito — o "fracking humano", a inundação cognitiva que limita nossa liberdade de pensamento — com algo aparentemente distante, mas profundamente conectado: As greves no século 21.

A partir da sua vivência como pesquisador do GeTrabB/USP em um evento na Universität Trier (Alemanha), Antonio Carlos traz um caso real e fascinante: uma greve selvagem e espontânea de motoristas em Gräfenhausen, organizada para exigir salários retidos.
 
O detalhe que muda tudo? Mesmo sendo tecnicamente ilegal na Alemanha, as autoridades olharam além — e focaram na violação da lei de abuso econômico pelo empregador.
 
A reflexão é profunda. As greves fazem parte de um universo complexo, onde:
🔹 A "cadeia de valor" (Wertschöpfungskette) revela camadas de responsabilidade que extrapolam fronteiras
🔹 Os sindicatos substituem a fiscalização estatal falha pela pressão coletiva real
🔹 A negociação coletiva se impõe como solução efetiva — não fictícia
🔹 Ética, responsabilidade e olhar humanitário deixam de ser retórica e viram prática
 
O artigo fecha com uma provocação que ressoa: é preciso ter e dar atenção à complexidade do que nos cerca. Nada é isolado.
 
Para quem atua no ecossistema trabalhista — advogados, sindicalistas, magistrados, pesquisadores —, é leitura obrigatória.
 
👉 Leiam na íntegra: https://www.conjur.com.br/2026-jul-13/greves-no-seculo-21-attensity/

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